A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 01/05/2022
A educação contribui e permite a consecução dos objetivos centrais da reabilitação, que privilegiam a assistência social e a educação emancipatória, são autônomos, sustentáveis e minimizam a discriminação social. A educação prisional é notória por sua relevância como ferramenta de ressocialização e desenvolvimento de habilidades e educação para ajudar os presos a se reconstruir para um futuro melhor durante e após suas penas. Ao adaptar seu comportamento às normas e padrões institucionais, o preso gradualmente começa a adquirir certos itens ou privilégios na prisão.
Certas necessidades, procedimentos ou desejos são absolutamente corriqueiros na vida fora da prisão, mas adquirem qualidades privilegiadas dentro da prisão: uma xícara de café quente, ir a algum lugar sem motivo, faltar ao trabalho ou à escola, estar com um grupo de pessoas ou outras pessoas sair, ir para a cama ou acordar em horários diferentes, etc. Por outro lado, essa adaptação tende a despersonalizar o sujeito aprisionado a humilhação de seu ego. Quanto maior a adequação do sistema social prisional, maior a possibilidade de obtenção de privilégios.
A educação é um direito de todos. As políticas e ações propostas devem realmente aterrissar e se tornar parte da norma do ambiente prisional, não apenas como algo isolado e pontual, mas como uma política geral do Estado. É de conhecimento de todos, que este debate ainda está em sua infância, mas deve se expandir para mostrar que não se pode negar aos presos educação e liberdade. A formulação e implementação de políticas públicas voltadas ao atendimento especial de segmentos demográficos e historicamente vulneráveis constituem uma das formas mais importantes pelas quais Estados e sociedades podem reafirmar seu compromisso com a efetivação desse direito e a democratização da sociedade como um todo. Embora não faltem referências a nível nacional e internacional, devem ser desenvolvidos extensos programas de ensino que envolvam os detidos