A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 30/04/2022

O sociólogo grego Aristóteles citou, “Todos os homens têm, por natureza, o desejo de conhecer”. De maneira análoga a isso, as pessoas privadas de liberdade têm a necessidade de acessoa à educação. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importântes: A falta de estrutura educacional nas cadeias brasileiras e a educação como meio de ressocialização do detento.

Em primeira análise, evidencia-se a desestruturação do sistema pedagógico nos presídios do país. Sob essa ótica, o site Educação Integral mostrou que dos 726,7 mil presos em todo o país, 70% não concluíram o ensino fundamental e apenas 13% dos detentos têm acesso instrutivo. Dessa forma, é evidente a necessidade de uma reforma no sistema educacional dos presídios, somente assim o preso poderá ter a sua ressocialização de maneira digna.

Além disso, é notório que a educação promove o conhecimento, ou seja, é um meio pelo qual o ex-detento terá acesso as diferentes culturas, ao mundo do trabalho e as conhecimento da história no geral. Desse modo, Immanuel Kant citou, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele. Consoante a isso, o acesso a escola faz com que o ex-presidiário tenha uma vida digna, podendo diminuir o índice de violência e assaltos no Brasil, ou seja, a educação nas penitenciárias promove uma vida correta ao ex detento e uma vida mais segura a população no geral.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a educação no sistema prisional brasileiro. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Cidadania em conjunto com o Ministério da Educação, fazer escolas nas prisões, por meio da verba pública destinada aos presídios, afim de que os detentos tenham acesso a instrução. Somente assim, o desejo conhecimento proposto por Aristóteles poderá ser desenvolvido pelos presos brasileiros.