A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 04/05/2022

Na série americana “Orange is The New Black”, em um de seus episódios, é mostrado a revolta das detentas por não possuírem um bom acesso á educação. Podemos trazer a ficção para a realidade atual do Brasil, em que a educação no meio carcerário não é uma prioridade governamental, e com tal investimento, problemas enfrentados nas prisões brasileiras, como a banalização da ressocialização do preso e a falta de interesse na mudança de vida do detento após o tempo que passaram reclusos da sociedade, poderiam ser evitados.

Em primeiro plano, nas prisões do Brasil, os detentos são marginalizados e, muitas vezes, não são tratados como seres humanos, fazendo com que muitos não se interresem na mudança de vida após o meio carcerário. Segundo o filósofo francês, Michael Foucault, o funcionamento da prisão cria delinquentes ao invés de devolvê-los á liberdade. Com a educação, ocorreria o incentivo da mudança de vida, onde os presos veriam uma oportunidades na sociedade e poderiam mudar de vida.

Em segundo plano, a banalização da ressocialização no meio carcerário, faz hoje, o que fizeram em 1888 ao promulgar a Lei Áurea, que extinguiu a escravisão no Brasil, porém não criou medídas para inseri-los na sociedade. Tal ação que com o investimento na educação no meio prisional, a banalização da ressocialização e a falta de inclusão dos presos no ambiente de trabalho seria evitada.

Portanto, para a educação no meio carcerário no Brasil se tornar uma prioridade, os orgãos governamentais devem instituir mais verbas para as prisões a fim de instituir programas para ensinar o detentos a como se reintegrar ao mercado de trabalho. Tabém devem promover programas para estimular os presos a práticas como leituras ou outros tipos de interesse, além de professores para ensinar aqueles que por falta de oportunidade ou outros motivos, não puderam ingressar na escola ou termina-lá. Com tais práticas a educação no meio carcerário não será mais um problema, como diz Foucault " A educação do detento é, por parte do poder público, ao mesmo tempo uma precaução indispensável no interesse da sociedade e uma obrigação com o detento, ela é a grande força de pensar."