A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 11/05/2022
Consoante Immanuel Kant o ser humano é aquilo que a educação faz dele, ou seja, é potencial transformador de uma sociedade. Em contraponto, nota-se que nas penitenciárias há pouco acesso a educação. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: dificuldade de reinserção social e a negligência governamental.
Diante desse cenário, é pertinente afirmar que há preconceito e insegurança da população com os detentos. A respeito disso, sabe-se que essa insegurança gera um bloqueio que torna o desafio ainda maior. Por conseguinte, de acordo com Sir Arthur Lewis, a educação nunca foi despesa, mas sim, investimento com retorno garantido. Logo, a educação é o caminho para as oportunidades de mudança social.
Ademais, é verídico dizer que a indiligencia do Estado é um sustentáculo para esse entrave. Segundo dados do Departamento de Segurança e Execução Penal (SUSEPE), do sistema prisional do Rio Grande do Sul, dos 29.121 apenados no estado, 19.813 destes já passaram pelo aprisionamento. Diante disso, verifica-se a necessidade de diminuição de reincidencia através do ensino.
Em suma, fica evidente que a falta de apoio governamental na educação dos detentos é um grande problema. Dessa forma, o Estado - responsável pelos serviços básicos da sociedade - deve priorizar a colocação do ex-penitenciário no meio social através de cursos profissionalizantes a todos os detentos a fim de inseri-los no mercado de trabalho e, assim, terem dignidade como cidadãos.