A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 19/05/2022

A constituição brasileira prevê a obrigatoriedade educacional no sistema carcerário e existem cerca de 700 mil estudantes em potencial no país cumprindo suas sentenças em penitenciárias por todo o território nacional.

Estima-se que 70% dos condenados não concluíram o ensino fundamental e cerca de 92% não terminaram o ensino médio. Esses números elucidam de maneira clara a importância de políticas educacionais na formação de bons cidadãos. São nítidos os problemas do sistema de ensino, dentro e fora dos presídios e é clara a necessidade de soluções eficientes em que a educação se oponha a criminalidade.

Entretando, apenas 13% dos presos têm acesso a atividades educativas e a ausência de esforços na criação de novas oportunidades de reinserção abre margem para o aumento de atividades criminais dentro dos presídios, o que faz da tarefa de reinserção muito mais difícil e mostra que apesar de todos os esforços as politícas educacionais passam longe do ideal.

Portanto, fica clara a necessidade de desenvolver o processo inclusivo em penitenciárias. A criação de um método educacional em parceria com instituições de ensino que busque desde a alfabetização de cativos até a possibilidade de ingresso em cursos técnicos e superiores é imprescindível. Além disso, políticas de incentivo como a redução penal para os que ingressarem no projeto também teriam papel central no processo, afastando a crimilidade e aproximando os novos horizontes trazidos pela educação. Afinal, como citara Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo.”