A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 02/07/2022

“Bandido bom é bandido morto”. Infelizmente, essa é uma frase muito disseminada por membros conservadores da sociedade. Contudo, em um país com uma desigualdade social gritante, como o Brasil, ela transmite um pensamento simplista - além de violento - visto que muitos indivíduos recorrem ao crime por falta de oportunidades. Dessa forma, a educação prisional torna-se essencial, mesmo que seja desvalorizada, para a correção de comportamentos e para a reinserção dessas pessoas na sociedade.

Primeiramente, a premissa básica do sistema prisional abrange mais um aspecto socioeducativo do que punitivo. Sob esse âmbito, o Brasil possui a terceira maior população carcerária do mundo, logo é inviável economicamente apenas segregar todos esses indivíduos em inúmeros presídios e largá-los sem nenhum sistema educativo que viabilize a correção dessas atitudes prejudiciais para o meio social, visto que eles não ficarão presos eternamente. Dessa forma, para que o sistema judiciário seja realmente eficaz em diminuir a criminalidade do país, é necessário investir na educação prisional a fim de ensiná-los a mudar de postura.

Ademais, à medida que esses presos só ficam um período encarcerados e depois são reintegrados na sociedade, a educação prisional de qualidade facilita essa transição. Nesse sentido, pesquisas já mostraram que apenas oito porcento desses detentos terminaram o ensino médio que é a premissa básica para arrumar um emprego. Dessa forma, ao ofertarem aulas para que eles consigam terminar seus estudos primordiais, facilita a melhorar a instrução deles, para que eles consigam arrumar empregos ao saírem e, assim, não voltem a praticar atos ilícitos.

Portanto, a educação prisional no Brasil é extremamente importânte para diminuir a violência do país e até qualificar uma mão-de-obra abundante. Para tal, é necessário que o poder Legislativo - responsável por formular leis - aprove a liberação de verbas consideráveis para que o Ministério da Educação consiga reformular a educação prisional, por meio de aulas melhores e mais ativas, além de cursos técnicos e profissionalizantes de qualidade, para que, assim, o sistema prisional cumpra efetivamente com o seu potencial de justiça e não de violência.