A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 02/06/2022

Na Noruega, o nível de encarceramento é baixo e o sitema penitenciário do país é composto por casas de adaptação que buscam tornar a vida do carcerário o mais semelhante possivel à vida fora da prisão. Já no Brasil, o sistema carcerário é precário e possui uma das mais altas taxas de presidiários no mundo, sendo o terceiro maior número de presos (cerca de 727,7 mil pessoas de acordo com pesquisas do Centro de Referência em Educação Integral) devido ao grande número, é mister o aprimoramento de medidas educacionais para os prisioneiros do Brasil, para dessa forma, reitegrá-los à sociedade.

De ínicio, é necessário relatar que a falta de educação eficiente na infância, adolescência e políticas de qualidades que abrangem periferias, deixam tais sujeitos a uma maior vulnerabilidade ao mundo do crime. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Referência em Educação Integral, 70% dos presos não terminaram o ensino fundamental, na letra da música Poetas no Topo 3.3 parte 2, no verso do artista Black, ele canta “quem vinha de onde eu venho não acreditava nem em seus próprios sonhos”, trás um sentimento de desilusão, já que o sistema não os dão ferraentas suficientes para saírem das estatísticas genéricas dos marginalizados.

Outro ponto importante é o despreparo dos presídios para sequer suportar os detentos, visto que, segundo reportagem do G1 feita em 2019, a superlotação em prisões, atinge 54,9% acima da capacidade máxima. É primordial um espaço adequado a todos para oferecer uma educação de qualidade, averiguado que, a maioria dessas pessoas nunca possuíram um ensino efetivo na infância e adolescência.

Como forma de amenizar essa problemática, é primordial que o poder público faça uma política que seja obrigatória a esses presidiários, e tal política será: liberar uma maior porcentagem dos presos para que possam sair em regime semiaberto e estudarem em escolas que forneçam ensino fundamental e médio com cursos técnicos profissionalizantes, para que os indivíduos se acostumem com a vida fora da cela, obtenham uma educação integrada e tenham uma experiência de reitegração social mais completa e eficaz.