A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 01/06/2022

Desde a Revolução Francesa, entende-se que o caráter participativo, além da razão e da justiça, são ferramentas essenciais para o progresso de uma nação. No entanto, a realidade brasileira, infelizmente, contraria esse ideal, ao passo que a importância da educação prisional no Brasil ainda é um empecilho e uma questão recorrente no país. Nesse viés, em virtude da falta de incentivo a educação para pessoas privadas de liberdade, a criminalidade é perpetuada e firmada.

De início, é crucial observar como a ausência de incentivo a educação prisional promove a persistência do entrave. Isso pode ser verificado, à medida que nos presídios brasileiros 70% dos encarcerados têm baixo nível de escolaridade, e além desse número, apenas 13% têm contato com algum programa educacional dentro da prisão, segundo dados do IBGE de 2017. Nessa lógica, o filósofo Georg Hegel ratifica que o senso comum é um elemento prejudicial para a sociedade moderna, pois faz do indivíduo um sujeito indiferente e alienado com os entraves. É por esse motivo, de forma similar, a educação prisional no Brasil, assume uma postura displicente, já que aceita a problemática sem questionar.

Por conseguinte, compreende-se que a criminalidade instalou-se na coletividade, ao passo que uma educação precária na rede prisional, não cumpre o papel de reinserção do indivíduo na sociedade. Nesse raciocínio, segundo o livro “A sociedade do espetáculo”, de Gry Deborg, discute a teoria de que todas as pessoas vivem em uma performance constante e sempre aparentam a perfeição. Dessa forma, o problema persiste intrinsecamente no cotidiano do cidadão, o qual permite a persistência de atitudes passivas e ineficientes.

Em sumo, é necessário reverter o quadro atual. Para tanto, é dever do Estado - principal responsável pela harmonia social -, por meio de programas e palestras, demonstrar os benefícios do ingresso no sistema educacional. Tal projeto tem como objetivo ampliar as oportunidades profissionais para o presidiário ao voltar para o corpo social. Dessa maneira, a educação prisional inconsistente não será mais uma realidade no país.