A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 07/06/2022
Na série da amazon “1 contra todos” é retratado a realidade das penitênciárias brasileiras, onde infelizmente os detentos são privados do acesso à arte, educação e cultura. A falta de incentivo e a falta de empatia com esses marginalizados, acabam por eliminar quaisquer chances dos presos desenvolverem suas habilidades, assim, impedindo-os de seguirem em frente após pagarem por seus crimes.
A princípio, o o bjetivo das penitênciárias seria isolar, para depois reincerir os criminosos na sociedade. Porém, isso não tem sido verdade, tendo em vista que, a falta de educação os afasta cada vez mais desse recomeço. Logo, parafraseado Paulo Freire - patriarca da educação brasileira - a educação é libertadora. Com isso, pode-se observar que o conhecimento tem poder de despertar o melhor nas pessoas, e os encarceirados devem ter o direito de se arrepender e se levantar dignamente.
Nesse sentido, a aprendizagem também é ideal para a formação do caráter do inidivíduo e das habilidades socioemocionais do mesmo. De acordo com o ditado popular, cabeça vazia é oficina do diabo. Dessa forma, mantê-los ocupados e produtivos, evita transtornos e acentuações de doenças psíquicas causadas pela solidão e pelo sentimento de inutilidade. O pré conceito de que os prisioneiros não se interessariam por livros, música e arte, apenas reforça esteriótipos que alimenta o ciclo da criminalidade.
Por fim, o MEC e o SEAP - Secretaria de Estado de Administração Penitênciária - deve se responsabilizar por efetivar o direito à educação das pessoas privadas de liberdade. Por meio de aulas e materiais de qualidade, e um tempo adequado para se dedicar aos estudos. Além de oferecer redução de pena para aqueles que se didicarem mais. Assim, fornecendo uma chance para aqueles que querem pagar por seus crimes e se reerguerem.