A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 06/06/2022
A reabilitação da população carcerária é um dos principais impasses enfrentados pela nação nas últimas décadas. A maioria dos indivíduos presos, não somente enfrentam a invisibilidade moral para iniciar sua reinclusão em atividades públicas, mas também são afetados pela ausência de ensino pleno em sua cidadania formal. Assim, a precariedade de recursos didáticos para a educação prisional no Brasil é um fator que motiva a continuidade da marginalização dos penitenciários e a desigualdade social em larga escala.
De acordo com dados divulgados pelo Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias) em 2017, os detentos brasileiros em geral não concluíram ciclos de educação básica, como o fundamental e médio. Tal fenômeno, em grande parte é decorrente de baixas condições socioeconômicas e insalubridade em ambientes domésticos, como a fome generalizada em razão do desemprego e convivência com formas de agressão comunitária ou parental. Desta maneira, a pobreza e violência induziu indivíduos ao abandono do ensino regular e o estímulo de atividades criminosas, a fim do alcance de melhores meios de subsistência.
Com isso, a falta de oportunidades dos carcerários em manutenção está diretamente relacionada às diferenças coletivas, as quais são perpetuadas por meio das ações da sociedade. Consequentemente, a reintrodução de detentos em espaço público demonstra-se falha, uma vez que sequer os cidadãos os enxerga enquanto pessoas com históricos diversificados. Sendo assim, a conscientização dos presos no Brasil precisa transcender as limitações de iniciativas ofertadas pelo Estado, mas contar com a globalidade da população civil.
Portanto, é preciso o auxílio do governo nacional e a movimentação das comunidades. Os Ministérios do Trabalho e Previdência e da Educação devem criar programas gratuitos de realocação profissional destinado aos detentos, os quais possibilitem vínculo empregatício durante e após o período de pena estabelecida. Isto, pode ser realizado por corporações públicas e privadas que irão disponibilizar recrutamentos gerenciados por voluntários psicopedagogos. Logo, os carcerários conseguirão acessibilidade ao devido ensino.