A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 12/07/2022
Na crônica “Eu sei, mas não devia”, da escritora brasileira Marina Colasanti, é feito uma crítica à passividade social que torna banal os mais diversos problemas na sociedade. Analogamente, na modernidade a educação prisional também é uma problemática banalizada, pois não há investimento na educação pessoal e profissional dos indivíduos. Assim como, a questão cultural da população em desvalorizar a inserção do detento na sociedade ainda persiste, sendo um problema para a correção da desigualdade estrutural no brasil.
A princípio, no filme clássico “Um sonho de liberdade”, do autor Stephen King, o protagonista é preso e dentro da prisão consegue ajuda externa para a criação de uma biblioteca prisional tornando a educação mais propícia. Em contraposição, na realidade a educação prisional ainda tem diversas carências para a reabilitação, tornando difícil a superação da segragação desses indivíduos. Visto que, a educação é a melhor forma do cidadão se tornar autonomo socioeconomicamente, tornando a volta para o crime desnecessário.
Outrossim, na frase “Os olhos veem a partir de onde os pés pisam”, do teólogo Leonardo Boff, sintetiza o argumento sobre a dificuldade de exercer a empatia, visto que é necessário se sentir na situação de outro mesmo nunca vivendo ela. Similarmente, a dificuldade da população em ter empatia em relação aos detentos persiste, sendo culturalmente estrutural a desvalorização do criminoso. Com isso, a difícil entrada no trabalho e a carência em oportunidades de inserção são resultado dessa cultura preconceituosa direcionada aos detentos, levando eles a diversos reincidentes criminais.
Em suma, para a melhora da educação prisional é necessário que o governo, direcione verbas para iniciativas de educação aos detentos, por meio de professores qualificados em setores importantes no mercado. De forma que os prisioneiros consigam empregos logo que saiam da prisão, para que haja menos reincidentes prisionais. Portanto, o ex-dentento consiguirá desenvolver melhor sua independência financeira e diminuindo o preconceito cultural de que o detento não pode ser reinserido em sociedade. Assim, o problema da segregação no Brasil poderá ter alguma melhoria, mesmo sendo a longo prazo.