A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 28/08/2022

“Se os nossos governantes não construirem escolas, em vinte anos faltará dinheiro pra construir prisões”, esse é um dos pensamentos do educador e político brasileiro Darcy Ribeiro, apesar de não ser um tema amplamente discutido, a impotância da educação prisional é um problema expressivo no Brasil atualmente. A gravidade do quadro é evidenciada na falta de políticas públicas voltadas a temática e modernização no sistema penitenciário brasileiro.

Diante desse cenário, é fundamental ressaltar a falta de participação de políticas que invistam em aperfeiçoamento das capacidades intelectuais, tanto acadêmicas e culturais, quanto profissionais, dando-lhes um novo objetivo de vida em meio a ociosidade, condições precárias à sobrevivência, como a superlotação, já que o Brasil hoje em dia é o terceiro país que mais aprisiona no mundo, a falta de suprimento para as necessidades básicas e a ansiedade que acaba levando-os ao abuso de drogas. Nesse contexto, principalmente a educação profissional, abre portas para uma nova vida fora do cárcere, muitos acabam optando pela vida do crime por falta de opções quando se trata de sobrevivência.

Além disso, é importânte entender o quão arcaico é o sistema penitenciário que a nossa sociedade emprega e ignora, aprisionar não reduz a violência urbana, tão pouco quem o usufrui sai de lá uma pessoa melhor ou com menos traumas. É preciso fazer com que essas pessoas tenham a possibilidade de ressocialização, sobretudo no caso de pequenos crimes, no qual, uma pessoa geralmente negra e pobre ,como grande parte da população, furta algo para subsistir, recebe uma pena comum e sai de lá com boas relações interpessoais com criminosos extremamente perigosos, com base no jurista Evandro Lins, hoje a prisão não regenera e nem ressocializa ninguém, ela perverte, corrompe, deforma, avilta e embrutece, tornando-a uma fábrica de recorrência.

Portanto, compete ao Governo federal, responsável pela concretização e realização dos interesses públicos, promover políticas que garantam o suprimentos das necessidades básicas para a sobrevivência e ressocialização dessas pessoas, por meio da criação de leis e fiscalização das mesmas, com a finalidade de que tenham a chance de um futuro melhor após o erro e assim seja sanada a problemática.