A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 07/07/2022
Para a pensadora Chimamanda Adichie, mudanças no status quo - o estado das coisas - é sempre penosa. Nesse sentido, percebe-se uma dificuldade de mudança quanto a escolarização dos presidiários no Brasil, não demonstrando uma evolução sadia com o decorrer dos anos. Nessa perspectiva, observa-se um delicado problema que tem como agravantes, dentre muitos, a atual mentalidade social e a falta de investimentos no setor.
Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante os pensamentos enraizados na sociedade. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, “o homem, mais que formador da sociedade, é produto dela”. De fato, a ação individual resulta de um coletivo problemático quanto ao ensino carcerário brasileiro visto que há um proconceito vigente em nossa conjuntura social que limita as chances de reabilitação dos presos, privando-os da reintregação social adequada. Assim, urge que a base sociocultural seja revista para que o comportamento do indivíduo mude.
Além disso, vale ressaltar que a escassez de infraestrutura no sistema prisional brasileiro afeta negativamente a questão. O Fundo Monetário Internacional revela que o Brasil é a décima maior economia do mundo. No entanto, o país deixa a margem a escolarização no setor penitenciário, visto que devido a discriminação, os investimentos estatais destinados a ele são cada vez menos correspondentes ao necessário para tornar o mesmo um lugar para retratação social. Assim, é urgente destinar capital para melhorar tal situação.
Portanto, medidas são necessárias para combater os problemas discutidos. Para isso, o Governo Federal deve organizar um grande investimento, por meio da destinação de verbas para o ensino prisional, a fim de reverter a má infraestrutura existente. Tal ação pode, ainda, ser documentada e apresentada em grandes mídias do governo para a população acompanhar os resultados. Paralelamente, vindo a intervir na mentalidade social enraizada presente no problema difundindo socialmente a necessidade da escolarização como forma de reabilitação na sociedade. Dessa forma, as mudanças no status quo não serão penosas como falou Chimamanda.