A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 23/07/2022

“Educai os jovens de hoje para que não seja necessário punir os adultos de amanhã”, frase dita pelo filósofo Pitágoras, que relaciona os indivíduos com as questões sociais do século XXI. Assim como a importância da educação prisional no Brasil, situação que vem sendo negligenciada pelo Estado, e gera problemáticas como o aumento no caso de analfabetos e de pessoas incapacitadas profissionalmente.

Primeiramente, a educação é direito de todos e deve ser fornecida pelo Governo Federal, de acordo com a Constituição de 1988. Porém, tal ordem se torna incoerente, visto que, apenas 13% dos presos têm acesso a atividades educativas, pelos dados fornecidos pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado em 2017. Por isso, é essencial a criação de medidas de órgãos responsáveis para reverter essa situação.

Ademais, no início da República brasileira, um dos pontos mais marcantes daquele período foi o “voto de cabresto”, que ocorria pelo fato de boa parte da população ser analfabeta, e assim, os coronéis se aproveitavam disso e do abuso de poder, para conseguir votos. Análogo àquela época, muitos presidiários não possuem acesso à educação e consequentemente se tornam “reféns” da desinformação e da incapacidade de ler e escrever.

Em suma, pela negligência governamental e suas consequências com o sistema carcerário, faz- se necessário que o Ministério da Educação leve professores, palestrantes e psicólogos aos presídios para incentivar aos estudos e a aplicação de das aulas, provas e simulados, com o intuito de conduzir o ensino a todos, sendo essa a proposta da Constituição Nacional. Além disso, as ONG’s, juntamente com a população por meio de mídias sociais, deveriam arrecadar livros e revistas para os detentos, para assim, estimular o hábito da leitura aos detentos e assim educar de uma forma melhor a geração atual, sendo este, o desejo de Pitágoras.