A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 27/07/2022

Na obra pré-modernista “Triste Fim do Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, Major Quaresma acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Da literatura à realidade, contudo, ao observar a educação prisional no Brasil, percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, é importante analisar a negligên-

cia estatal e a importância da educação para a sociedade.

A princípio, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da igualdade agrava a problemática. Nessa perspectiva, apesar de assegurado no artigo 6°, da Constituição federal de 1988, o direito à educação não é universalizado no país, em vista de muitos presidiários não terem acesso à esse direito. Assim, a ausência de educação de qualidade nos presídios, vai contra a ideia contida na Constitui-

ção, de modo a poder ser agravante na vida profissional quando essas pessoas tiverem cumprido suas penas, pois, além do preconceito devido aos seus passa-dos, não terão qualificação para adentrar no mercado de trabalho.

Outrossim, é notória a importância da educação para a melhora de um cenário. Nesse prisma, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não trans-

forma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob esse enfoque, sem a devida ensinança, torna-se mais difícil a evolução intelectual dos detentos, que posteriormente pode fazer com que eles cometam outros crimes ao serem soltos. Desse modo, com melhor conhecimento e intelecto, as chances deles praticarem crimes posteriormente é atenuada, em vista da maior qualificação e facilidade de adentrar no mercado de trabalho.

Dessarte, fica evidente que nem todos têm acesso à educação. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de investimentos, implementar centros educa-

cionais de qualidade nos presídios, e pelas mídias sociais, fazer campanhas que mostrem a importância dessa ação para a sociedade, com a finalidade de que o preconceito seja atenuado, os presos possam ter um estudo digno nos comple-xos presidiários, e após serem soltos tenham qualificação para conseguir empre-go. Em vista da concretização dessas ações, o Brasil se aproximará da idealização do Policarpo.