A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 28/07/2022

Na música “Faroeste Caboclo” o personagem principal da canção é um homem que já foi preso e se manteve marginalizado após o processo. Nesse sentido, é preciso avaliar o papel da educação prisional brasileira a partir do ideal de que há uma problemática na situação, porque tem uma exclusão social dos ex-carcerários e um retorno para a cadeia dessas pessoas.

Em primeira análise, é preciso considerar que o nível de escolaridade infere no status social do indivíduo na sociedade. Dessa forma, pessoas que estão presas, ou já foram, apresentam baixo nível de escolaridade, que num contexto social gera preconceito e a exclusão desses indivíduos, o que dificulta o retorno da vida em liberdade. Prova disso é que apenas cerca de 1% dos presos têm diploma de ensino superior, de acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional. Portanto, fica clara a importância do estudo para a liberdade dessas pessoas.

Além disso, há um retorno de muitos indivíduos para o cárcere . Desse modo, não se tem programas efetivos que reinsira a classe na população, isso acarreta em uma exclusão devido atrasos educacionais durante o tempo que esteve preso. Isso é comprovado com informações do Departamento de Pesquisas Judiciais que mostra que 42% dos libertos retornam para as prisões porque não conseguem voltar à vida em sociedade. Por isso, é perceptível que a educação facilitaria esse retorno e que na prática não ocorre esse ideal de ação.

Em síntese, tem-se a necessidade de alteração de cenário. Logo, o Ministério da Educação deve trabalhar para gerar cursos profissionalizantes e superiores nas cadeias, por meio de um planejamento, em que professores possam ir para os locais corretos e ensinar presos e que se tenha benefícios para os formandos, como diminuição de pena, para que seja elevado o nível de educação nesses lugares. Outrossim, o Ministério da cidadania deve trabalhar para que sejam feitos projetos que ajudem na colocação dessas pessoas na sociedade, usando a geração de empregos e locais de apoio, a fim de que não exista uma grande discrepância. Com isso, em um longo prazo, será possível que a educação tenha um papel relevante na alteração de realidade dessa classe e que não se tenha mais diferença entre presos e libertos.