A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 29/08/2022
Na obra cinematográfica “VIS a VIS”, série a qual representa a rotina de presidiárias em um centro de detenção, verifica-se a ausência de educação em regime prisional, do qual as detentas formam grandes gangs dentro do espaço de vivência. De maneira análoga a isso, no Brasil detém-se um cenário parecido nas prisões, sendo estas comandadas por figuras majoritárias (criminosos), fazendo da prisão um local de ameaça e propagação do crime. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a desobediência aos profissionais de segurança e o aumento do índice de criminalidade.
A priori, destaca-se a indisciplina diante dos profissionais, sendo estes coagidos e mitigados devido a imposição. Sob essa ótica, segundo estudos realizados pelo instituto Depen (Departamento Prisional Nacional), há, no Brasil, uma superlotação carcerária, da qual somatiza mais de 800 mil presos. Desse modo, é indubitável a reintegração social a eles, acoplada de fundamentação, a fim de proporcionar oportunidades ao retornarem à sociedade.
A posteriori, verifica-se o aumento do índice de criminalidade, do qual acumula pessoas em prisões que se encontram em máxima ocupação. Dessa forma, assim como afirmado por Juan Jacques, renomado sociólogo, atos maléficos praticados rotineiramente, tendem a serem normalizados. Portanto, é fulcro que tal cenário não se torne realidade nas vivências carcerárias, pois aponta-se necessidade de combater tal atitude, uma vez que esta pode propagar a violência, se não contida.
Depreende-se, pois, a adoção de medidas que venham conter o avanço da violência nas prisões brasileiras. Portanto, cabe ao governo federal,
Departamento Prisional, instaurar métodos integrativos, por meio de recreação com ajuda de profissionais, a fim de possibilitar uma nova oportunidade de reinserção social. Somente assim, o Brasil conseguirá desmistificar as prisões como incertas e instáveis, possibilitando a todos um ambiente mais sólido e de reverdeço.