A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 27/08/2022

“Construímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista inglês Isaac Newton pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade diante da exiguidade dê oportunidade de acesso à educação prisional do Brasil, já que a falta de ressocialização nos presídios é marcada no país por concentrar a construção de barreiras sociais e a escassez de medidas para sua irradiação. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a insuficiência legislativa e o distanciamento interpessoal.

Em primeira análise, evidencia-se a ineficiência das leis em relação a esse Infortúnio. Sob essa ótica, Gilberto Dimenstein - escritor brasileiro -, defende que no Brasil as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania. Dessa forma, essa inefetividade fica nítida quando o governo não garante a reinserção de ex criminosos no tecido social, visto que é garantido por lei, e como consequência, suscita no retorno destes indivíduos das práticas ilícitas. Assim, urge que as normas seriam realmente efetivas.

Além disso, é notório a fragilização do contato empático entre os sujeitos. Sobre essa lógica o conceito de modernidade líquida do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, no qual mostra uma sociedade despreocupada com o coletivo. Consoante a isso os cidadãos acabam excluindo os marginalizados, pois adotam o conceitos retrógrados, como de que a pessoa não deve receber o direito à educação por ter cometido algum delito. Dessa forma a desigualdade social é aprofundada, porquanto, sem uma formação profissional, um antigo presidiário encara diversas dificuldades para encontrar um emprego.

Depreende se, portanto, adoção de medidas que vem ampliar o acesso a educação prisional no Brasil. Dessa maneira cabe aos congressistas, fazerem o repasse de verbas para instituições prisionais, por meio da sanção do presidente, a fim de garantir cursos técnicos e formação para os presidiários auxiliando-os a reconstruir um futuro melhor. Tal ação, ainda, pode contar com a ajuda de escolas em trazer informações para adolescência, no sentido de que não cresçam com o pensamento primitivo e individualista. Somente assim serão criadas Pontes de ajudas e não muros que afastam entre os crime como afirmou Isaac Newton.