A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 28/08/2022
A constituição federal de 1988 garante os direitos fundamentais de todo cidadão. No entanto, o que se observa é a ausência dessa garantia em relação a educação prisional no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: falta de oportunidades e ausência de investimento governamental.
É notório a falta de oportunidade para os presidiários. Nesse contexto é possível observar que a maioria dos indivíduos presos não tiveram grandes chances de ter um estudo digno e mudança de vida, o que refletiu nos 70% sem concluir o ensino fundamental. Sob essa ótica o pensamento do filósofo Pitagoras “educai as crianças e não será preciso punir os homens” cabe perfeitamente. Pois sem estudos e qualidade de vida, o que resta é aceitar o mínimo para ter o que comer e por sua vida e liberdade em risco.
Outro ponto fundamental é a falta de investimento governamental, onde é possível observar as condições precárias e falta de educação básica que vivem os presos, com isso, a fala do Sociólogo Focoult de que “temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas” se encaixa perfeitamente, a mídia não trás a realidade dos presídios e a falta de oportunidades para aqueles que saem de lá. E sem investimentos nos estudos não tem a possibilidade de mudar de vida e ter um trabalho digno.
Cabe então, ao governo investir nos sistemas prisionais para que todos possam ter uma nova oportunidade e direito à educação, através de campanhas de estudos e aulas para todos que se encontram nessa situação. Pois, só assim, terá a possibilidade de melhora na educação dos presos no Brasil e será cumprido o que está previsto na Constituição Federal de 1988.