A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 02/09/2022

A obra cinematográfica “Pacto de Fuga” relata o complexo planejamento que resultou na fuga, ocorrida na decadá de 90, de um dos maiores presídios do mundo, no Chile. Planejamento esse que poderia ter sido evitado caso os detentos estivessem ocupados estudando, dentro do complexo. Sob esse viés, o relato da obra se faz presente na sociedade atual pois relata a negligência do sistema carcerário e o abandono educacional sofrido pelos prisioneiros. Sendo assim uma questão a ser debatida e solucionada.

Em primeiro lugar, conta-se o desserviço estatal como um dos principais motivadores do problema. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “Banalização do Mal”, a qual pode ser relacionada ao fato de que o estado, muitas vezes, abanadona a população confinada ao negar direitos básicos e ao permitir que todos convivam no mesmo ambiente. Sendo assim, permitindo eles adquiram conhecimento maior sobre outras práticas criminosas ao se relacionarem com indivíduos detidos por crimes de maior condenação, como por exemplo, tráfico internacional e comando de quadrilha.

Ademais, a carência de discussões sobre o assunto é uma das causas responsáveis pela ausência de um método eficaz que visa educar os detentos, tranformando-os em pessoas mais cultas e que buscam um futuro fora do crime. É importante salientar que, em sua maioria, o infrator não possui a base de ensino necessária para buscar emprego no Brasil, escolhendo assim realizar ações ilíticas como forma de sustentar a si mesmo e a sua familia. Fato que podemos comprovar ao observar que, o maior número de detentos fazem parte da comunidade marginalizada e em extrema pobreza.

Portanto, faz-se necessário ações eficientes para educar o povo brasileiro dentro dos presídios e permitir que, ao cumprirem sua pena, consigam um emprego fora da zona criminal. Para isso, o Governo Federal, cuja função é zelar por todos, por meio do Ministério da Educação deve promover urgentemente projetos socioeducacionais para capacitar detentos e programá-los para o mercado de trabalho atual. Feito isso, a realidade destoará da obra apresentada “Pacto de Fuga”.