A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 30/08/2022

Ao longo da história ocorreram inúmeros casos de isolamento social, dentre eles, a escravidão no Brasil, cujo fim resultou em grande dificuldade de reinserção social por parte dos antigos escravos. Nesse contexto, é possível compreender a problemática que envolve a falta de educação prisional no país, fator fundamental para a ressocialização dos detentos. O fator apresentado resulta na ineficiência do sistema carcerário, que deveria ser ambiente de reabilitação. Além disso, essa situação representa um risco para a sociedade, uma vez que os presos nessas condições, ao serem soltos, tem maior chance de voltar a se envolver com o crime.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que de acordo dados apresentados pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, em 2017, menos de 13% dos presidiários tinham acesso à educação nas prisões. Tal informação comprova o desperdício do potêncial transformador do setor penitenciário brasileiro, o qual deveria atuar com o objetivo de recolher e remoldar os indivíduos, visando a volta dos mesmos para a sociedade. Porém, atualmente o país se encontra em um ciclo carcerário, no qual os presos entram nas cadeias e saem da mesma forma, voltando a cometer crimes e, consequentemente, retornando às cadeias.

Complementando a ideia apresentada anteriormente, Paulo Freire aponta a educação como agente essencial para mudanças na sociedade. Por outro lado, o atual do setor carcerário brasileiro age de forma contrária, dificultando o processo de mudança dos detentos. Essa situação se agrava ao refletir que os presidiários serão soltos um dia, assim passando a vive em sociedade, porém com o mesmo pensamento criminoso.

Com isso, cabe ao governo federal, por intemédio do Ministério da Educação, implementar aulas presenciais ou digitais, nos presídios do país, dando ênfase nos estudos sobre relações sociais. Tal medida poderá solucionar o problema do risco apresentado à sociedade por conta de antigos presos soltos. Além disso, também cabe ao governo federal, disponibilizar cursos profissionalizantes para os ex-detentos após serem soltos, afim de apresentar uma alternativa à eles. Essa ação quebrará o ciclo presidiário apresentado no segundo parágrafo. Dessa forma, seguindo a ideia de Paulo Freire, a problemática apresentada será minimizada.