A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 19/09/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual se padroniza pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a educação prisional no Brasil apresenta barreiras, as quais inpedem a concretização dos planos de More. Nesse caso, cabe a nós analisarmos a negligência estatal e o preconceito do cidadão.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a falta de educação prisional no Brasil deriva das baixas atuações governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nesse contexto, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país, devido à falta de medidas governamentais para combater a ausência de qualidade na educação prisional, causando consequências como o retorno ao crime, em forma de resposta à falta de inserção na sociedade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o cidadão como promotor do problema. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade moderna está cada vez mais líquida, na qual o ser humano está mais egoísta, sem pensar nos interesses coletivos, causando um colapso social. Diante de tal contexto, podemos observar que o cidadão contribui de forma negativa, tendo em vista o preconceito com o indivíduo que já foi preso, esquecendo das suas qualidades e priorizando os defeitos passados, isso faz com que o número de ex-presidiários desempregados continuem subindo. Logo, é intolerável que esse cenário continue perpetuando.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Para isso, é necessário que o governo invista na qualidade da educação carcerária, através dos impostos pagos pelos cidadãos, para que o indivíduo saia apto para mentalmente e profissionalmente para a sociedade. Além disso, ele deve conscientizar as pessoas, por meio de palestras e campanhas midiáticas, realizadas em escolas e plataformas digitais, como Youtube e Instagram, a fim de mitigar o preconceito com ex-presidiários, para que possam enfim ter uma vida social de qualidade.