A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 07/10/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da falta de educação prisional no Brasil. A ausência de ensino dentro dos presídios dificulta a ressocialização de presos quando saem da cadeia. Isso ocorre devido à banalização do mal e ao individualismo da sociedade. Logo, é de suma importância que esse imbróglio seja resolvido em prol da harmonia social.

Primeiramente, segundo a filósofa Hanna Arendt, em sua tese “Banalidade do mal”, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Nesse sentido, quando um indivíduo é transferido para uma penitenciária, não recebe atividades educacionais, como aulas de artesanato ou de economia, que são fundamentais para o futuro dessa pessoa quando ela sair da prisão, para que, com uma nova capacitação, ela não retorne para o delito. Porém, o governo não institui o ensino nas cadeias do país pois além de ter custo, com materiais e proficionais capacitados para ensinar, não há cobrança por parte da população para que essas medidas sejam feitas. Consequentemente, os ex-presidiários tem dificuldade no mercado de trabalho, por causa da falta de capacitação proficional e do preconceito, e acabam voltando para o crime.

Além disso, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, na teoria “Modernidade Líquida”, os indivíduos não se preocupam com o que ocorre ao seu redor- apenas com seus desejos e interesses laborais. Dessa forma, o povo não cobra do poder público para realizar atividades de aprendizado com os penitenciários, e preferem excluí-los da sociedade, o que afeta principalmente quando são soltos, não contratando em empresas ou dificultando na hora de fazer amizades, julgando pelo erro que eles cometeram. Como consequencia, muitos ex-detentos voltam para a criminalidade em busca de dinheiro para sobreviver.

Portanto, é imprecindível que o governo realize campanhas de aprendizado em presídios. Essas ocorreriam de forma que o Estado disponibilizaria recursos e contrataria profissionais para desenvolver atividades de ensino para presos, como aulas de culinária e artesanato, além de campanhas na televisão para combater o preconceito contra eles. Efetivamente, a fim de promover uma nova vida para essas pessoas após saírem da cadeia, afastando elas da violência.