A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 24/10/2022
Como já dizia o filósofo e matemático grego Pitágoras, “educai as crianças e não será preciso punir os homens”. Sabemos que a educação no Brasil não é uma coisa para nos orgulharmos, a final, a porcentagem de pessoas com o ensino médio completo, em 2019, era de 48,8%, sendo assim, mais de 60 milhões de adultos no país não concluíram essa etapa educacional sendo a maioria deles de zonas periféricas ou rurais segundo dados do IBGE.
Nessas circunstâncias, dificulta-se muito a ingressão no mercado de trabalho e essas pessoas mais carentes, muitas vezes, veem a porta de entrada para o mundo do crime como sua única saída.
Quando o cidadão ingressa no sistema penitenciário, o tempo despendido atrás das grades deve ser utilizado para lhe garantir oportunidades que nunca teve, sendo assim reeducado intelectual e moralmente, pois, segundo Karl Marx “toda educação é transformadora”. Dar aos presos incentivos e oportunidades para estudar é mostrar-lhes que existe esperança de um amanhã melhor.
Além disso, a educação prisional não beneficia somente os prisioneiros, mas também toda a sociedade ao seu redor, pois investir na educação dos detentos é um fator de humanização, que diminui rebeliões e ajuda a criar expectativas favoráves para o reingresso na vida social.
Portanto, tendo em vista os benefícios acima citados, cabe ao Governo Federal aumentar a disponibilidade de verbas para as instituições prisionais e, juntamete com o Ministério da Educação estimular os professores a criarem aulas lúcidas sobre esse assunto nas escolas, a fim de se ter um país melhor e mais próspero.