A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 25/10/2022

Durante o Brasil Império, as classes sociais eram fortemente estabelecidas, com senhores e escravos; escravos estes que não tinham acesso à educação o que tornara o trabalho sua única fonte de renda, após a abolição da escravatura, houve um aumento das favelas e comunidades. Semelhante a essa época, no contexto brasileiro contemporâneo, é notório que a comunidade há um atraso no ensino por ter como objetivo o trabalho para a sobrevivência. Sendo então necessário uma reformação da organização educacional, afim de moldar para que todos tenham oportunidade.

Segundo Sérgio Buarque de Holanda, as nossas raízes históricas e culturais são base para compreendermos a organização política brasileira. Isso porquê a visão de integração social e conhecimento é deturpada desde à escravidão. Prova disso é o grande percentual de presos sem ensino completo, grande parte veio das favelas e ingressaram na criminalidade por falta de estrutura financeira.

Ademais, cabe ressaltar que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, segundo o Pnud. Isso reflete, por exemplo, no presídio Carandiru, no qual os detentos afirmam terem suas lazeiras supridas — apesar da insalubridade —diferentemente de quando estavam livres. Sendo assim, a incerteza e dificuldade da vida bem sucedida através dos estudos se torna utópico para essa população.

Depreende-se, portanto, a necessidade de alterar o sistema educacional nos presídios. Cabe ao Estado e as escolas tomarem maior perspectiva sobre a importância dos estudos na nação com ações sobre as prisões brasileiras, por meio de investimentos e mudança na estrutura, para assim, possibilitar a reinserção dos detentos na sociedade.