A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 24/10/2022
Sabe-se que o romance filosófico “Utopia”, criado pelo escritor Thomas Morus no século XVI retrata uma civilizaçao perfeita, na qual a sociedade é desprovida de problemas e conflitos. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea brasileira ao abordar a educação penitenciária, visto que há falhas. Este cenário deplorável ocorre não só em razão da exclusão da sociedade e escolas mediante ao carcerário, mas também da falta de acesso ao estudo prisional.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que certamente há uma carência de investimentos em campanhas conscientizadoras a respeito da educação penitenciária, que informe a população e permita a inclusão de carcerários na sociedade e escolas. Mediante ao programa Conexão Reporter, apenas dois de cem adolescentes que permanecem na Fundação Casa possuem a liberdade temporária para ir à escola, com o acompanho de seguranças e medidas protetivas da direção, como por exemplo: o registro de saída e entrada do prisional.
Além disso, a falta de acesso ao estudo prisional apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com a reportagem do site UOL, dos 726,7 mil presos em todo o país, 70% não concluíram o Ensino Fundamental, 92% não terminaram o Ensino Médio, 8% são analfabetos e menos de 1% ingressou ou tem diploma do Ensino Superior. O que gera dificuldade em não ingressar no mundo criminal mais uma vez, devido à falta de empregos para penitenciários.
Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para a reestruturação da educação prisional. Assim, cabe ao governo, juntamente do Ministério da Educação, o aumento do percentual de campanhas especializadas no assunto, por meio de palestras e novas diretrizes que permitam a ascensão da escolaridade em penitenciárias. Tal processo tem o objetivo de que haja maior índices de carcerários com Ensino Superior terminado, afim de que tenha uma mudança de vida ao cumprir a pena. Dessa maneira, poderá se concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade.