A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 24/10/2022

Boa parte dos indivíduos presos não tiveram boas oportunidades, principalmente de usufruir de bons estudos, portanto, podem usar seu tempo que ficam na cela para estudar sobre algo que os interessam, ou aprimorar um talento ou dom. Entretanto, os detentos gastam seu tempo ajeitando as celas, lavando os corredores, higienizando os banheiros, tudo isso para reduzir o tempo de cadeia. Porém, há uma importância imensa na educação prisional, pois eles devem adquirir conhecimento enquanto estão presos, pois podem usá-lo logo quando saírem de lá.

Segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado em 2017, nem 13% dos detentos podem praticar atividades educativas. Isso é uma baixa tanto para a educação brasileira quanto para o sistema penitenciário, uma vez que eles podem aprender algo e usar na própria penitenciária. E por mais que pareça insignificante, a educação prisional ajuda o detento a ser admitido por empresas, logo quando tem certo conhecimento através da educação penitenciária. De acordo com o professor Pedro Melo, especialista em gramática e que leccionou no sistema penitenciário de Santa Catarina, os presos que assistiam à suas aulas, o tratavam com muito respeito, pois entendiam que o estudo era importante para o futuro deles fora da prisão. A Educação de Jovens e Adultos (EJA), proporciona o estudo para aqueles que não concluíram o ensino fundamental, ou o ensino médio, e assim ajuda muitas pessoas que já passaram pelo sistema prisional ou não.

Os presos muitas vezes, têm talentos a serem explorados, como pintura de quadros, marcenaria, e um dos talentos mais conhecidos é a arte do boné de crochê, virando negócio para eles até dentro da prisão. Contudo, é necessário que esses talentos sejam explorados dentro da prisão, para que assim esses inúmeros detentos usufruam desses talentos e possam criar certa renda através deles.