A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 25/10/2022

Sabe-se que o livro “A República” do filósofo grego Platão retrata uma cidade perfeita, onde os cidadãos trabalham em conjunto para enfrentar dificuldades. Tal obra literária mostra-se distante da realidade do Brasil ao abordar a escolarização de presidiários no Brasil. Este cenário deplorável ocorre não só em razão da exclusão da escola mediante ao carcerário mas também falta de acesso ao estudo em prisões.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que certamente há uma carência de investimentos em campanhas conscientizadoras a respeito da educação penitenciária. De acordo com o programa Conexão Reporter, apenas dois a cada cem adolescentes que ficam na Fundação Casa possuem a liberdade para ir à escola, com o acompanho de seguranças e medidas protetivas da direção, como por exemplo: o registro de saída e entrada do prisional.

Além disso, a falta de acesso ao estudo prisional apresenta-se como outro desafio da problemática. Conforme a reportagem do site UOL, há 726,7 mil presos em todo o país, e 70% deles não concluíram o Ensino Fundamental, 92% não terminaram o Ensino Médio, 8% são analfabetos e menos de 1% ingressou ou tem diploma do Ensino Superior. A falta de escolaridade pode ser vista como um obstáculo para os ex-presidíarios ao tentar arrumar um emprego, por exemplo.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para a reestruturação da educação proporcionada em prisões . Assim cabe ao governo, juntamente do Ministério da educação, um aumento do percentual de campanhas especializadas no assunto, por meio de palestras e novas diretrizes que permitam o aumento de possibilidades de estudo para pessoas em cárcere, com o objetivo de que haja uma segunda oportunidade de vida após o cumprimento da pena. Dessa maneira, ocorrerá uma aproximação da utopia de “A República " na sociedade.