A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 25/10/2022

O sistema prisional brasileiro se tornou cada vez mais precário e com falta de materiais para aprender, como mostrado em uma notícia do “Profissão Repórter”. Na realidade, é uma situação desafiadora, já que poucas prisões possuem infraestrutura de ensino e poucos têm tempo para adquirir novos conhecimentos por conflitos entre trabalho e estudo. Assim, enquanto cárceres tentam melhorar sua educação, mais presos perdem as chances de recomeçarem suas vidas.

Primeiramente, a eficiência dos estudos dentro de algumas prisões é movida pela infraestrutura, ou seja, o fato das salas de aulas serem pequenas, a pouca quantidade de material como caderno ou caneta e a falta de professores que queiram trabalhar nesses lugares, por exemplo, diminuíram a qualidade da educação prisional nos últimos anos. De acordo com o filósofo Michael Foucault, a prisão se apresentou como um “grande fracasso da justiça penal”.

Em segundo lugar, alguns presos, em específico os que possuem uma ocupação, não conseguem conciliar os horários de estudo e de trabalho. Nesse aspecto, eles deixam de estudar e perdem a chance de baixar a pena ou de ganhar novos conhecimentos. Segundo uma pesquisa feita pelo ITTC (Instituto Terra, Trabalho e Cidadania), mais da metade dos presos nunca estudaram enquanto estavam na prisão.

Portanto, para melhorar a qualidade e a estrutura de ensino do sistema prisional brasileiro, é necessário que o Governo crie medidas de reformas dentro dos presídios, por meio de obras, construções de espaços educacionais, organização da carga horária de ensino e a ampliação de materiais para aprender a escrever ou pintar, a fim de diminuir o número de prisioneiros analfabetos ou que não tiveram contato completo com a educação. Só assim, a realidade pode se tonar algo diferente do foi demonstrado no “Profissão Repórter”.