A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 26/10/2022
Em seu livro “Vigiar e punir”, Michel Foucault apresenta a equivalência de sistemas como o feudalismo, regime romano antigo e o capitalismo e suas formas de punições. Atualmente, o sistema carcerário trabalha em parceria com a instuição escolar como um moldador de produtos do Estado, procurando uma população submissa e disposta a trabalhar pela menor recompensa possível, portanto, a educação prisional é importante para manter o mercado de trabalho e desenvolver o conhecimento e autoestima daqueles presos que não tiveram acesso anteriormente.
Primeiramente, o Brasil é um país desigual onde nem todos têm acesso à instituições de ensino ou não possuem incentivo para realizâ-lo, assim diversas pessoas recorrem ao mundo do crime para terem seu “ganha-pão” e não sucumbirem à miséria. Destarte, apresentar um sistema de educação completo nas cadeias ajudam a formar indíviduos que tenham consciência de mundo e que consigam desenvolver suas habilidades individuais para que criem expectativa e sonhos para suas vidas fora das celas.
Além disso, contendo a 3° maior população carcerária, não é de se negar que uma gama de mão de obra acaba sendo perdida do mercado de trabalho e, sem remuneração, o trabalhador não consome, assim não alimentando o sistema de consumo material capitalista. Desse modo, a educação prisional auxília na reintrodução do indivíduo ao mercado de trabalho e à sociedade, voltando a trabalhar e cumprir seu papel como cidadão.
Em suma, há a necessidade de uma educação prisional de qualidade para que o sistema regente no Brasil seja bem sucedido e que se desenvolva uma expectativa de vida daqueles que possuem menos acesso, mostrando que o mundo por trás das grades não é o único local onde “devem” ocupar. Em razão disso, é necessário introduzir mais materiais educacionais e professores para os presídios por meio do Ministério da Educação com apoio de ONGs e investimentos em livros e cadernos para que haja cumprimento da lei que concede a educação para aqueles excluídos da sociedade, ensinando-os a ler, escrever e desenvolver pensamento individual, podendo assim, voltar a fazer parte da sociedade.