A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 26/10/2022

Em um país banhado pela desigualdade, os altos índices de criminalidade não são surpreendentes, mas sim revoltantes. O inchaço do sistema carcerário está intimamente ligado com a falta de oportunidades e carência de educação, dentro e fora das celas.

Para começar, no livro nacional “Capitães da Areia” é apresenteda a realidade de um grupo de crianças que, abandonadas pela sociedade e governo, sem acesso a educação que não seja das ruas, entram na criminalidade para sobreviverem. Ao final da obra, apenas um menino ganha a oportunidade de estudar, divergindo seu caminho do resto do grupo e afastando-se da delinquência. No Brasil, milhares são aqueles que, assim como os Capitães, carecem de oportunidades e aprendem que o crime é o único meio de viver.

Em segundo plano, é fato que a carência de educação é decisória também na reincidência. Detentos que em maioria não possuem formação no ensino médio, não recebem essa chance também dentro da prisão, assim, no Brasil a reinciência criminal é de mais de 70%. Percebe-se como, sem uma educação transformadora, os presídios perdem sua função de ressocialização, passando a serem apenas opressores.

De acordo com a análise, é fato que a educação é importante em muitos aspectos no contexto prisional. Sendo assim, é dever do Ministério da Segurança Pública, junto de seus departamentos e secretarias, investir na educação dentro dos presídios, incentivando a busca dos detentos pela formação acadêmica e trabalho, de maneira a efetivar suas ressocializações. Também é papel do Ministério da Educação fortalecer o ensino básico nas periferias, minando a violência e desigualdade nas suas raízes.