A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 27/10/2022

Entre os anos 2000 e 2016 a taxa de encarceramento subiu 157%, logo após, em 2018 o Brasil se tornou o terceiro país com mais presos no mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos e da China. Atualmente o país conta com 811 mil pessoas em estado prisional, mas será que todos eles têm seus direitos e dignidade exercidos.

O estudo é um direito básico de todo cidadão, do qual os presos não deveriam ser privados, mas sim incentivados, o estudo traz disciplina e informação, fatores importantíssimos para formação. Além disso 50,9% dos encarcerados são analfabetos, enquanto apenas 1% têm ensino superior completo, o estudo, não só metodicamente, mas também voltado a interesses individuais, como a arte e a música deveriam ser encorajados, ter influência e investimento em nossas cadeias e não serem desprezados. Os cenários são bem piores do que imaginamos, segundo o Infopen, legalmente os presos tem sim acesso a educação, mas na verdade somente 11% deles realmente consegue estudar na instituição penal.

Não há dúvidas de que a situação é pouco conhecida e muito idealizada, não há uma biblioteca 24 horas onde os confinados possam simplesmente pegar um livro para seu lazer e aproveitá-lo, nem um ambiente apropriado e que estimule a leitura e o aprendizado, o ex-presidiário, e agora formado em gestão pública Samuel Lourenço relatou que a “biblioteca” é como um catálogo, em que ele escolhia os livros uma vez por semana e que sua leitura era feita em pátios e celas superlotadas, o que o desmotivou muitas vezes. Diferente do que muita gente pensa, a maioria dos presos quere sim um futuro, com trabalho e estudo envolvido, já que qualquer cenário é melhor do que eles enfrentam naquele momento.

Dessa forma observamos que todos realmente são merecedores de um futuro digno, e sem marginalização, e que todos nós evoluímos, seja para melhor ou pior, é como disse o grupo Racionais “Não espere o futuro mudar sua vida, porque o futuro é a consequência do presente”, o momento da mudança é agora, e a solução não é espalhar mais cadeias pelo país, mas sim dar a devida importância para as já existentes.