A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 05/11/2022
“Prisão, essa pequena invenção desacreditada desde o seu nascimento”, frase do francês Foucault, que nos permite compreender atualmente como o nosso sistema prisional é falho desde a colonização em nossa sociedade, tendo em vista o legado de reincidência ao crime a partir do modelo desenvolvido e a pouca educação desenvolvida em presídios. Por isso é necessário abordar os problemas estruturais nas prisões e como a falta da educação na infância leva um adulto ao cárcere.
A fim de entender como o Brasil chegou a um cenário prisional odiondo, é impor-tante o conhecimento de que conforme informações do banco de dados “World Prison Brief”, o Brasil comporta a terceira maior população prisional do mundo, e, em 2021 as penitenciárias estavam cerca de 54,9% acima da sua capacidade, o que é uma superlotação que dificulta no desenvolvimento da educação dos presos, que muitas vezes acabam nem mesmo tendo esse apoio nos presídios, tendo em conta que, de acordo com o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), menos de 13% da população carcerária tem acesso à educação por conta da péssima estrutura presidiária.
Seguindo essa linha de raciocínio, vemos também como a ausência da educação primária e pode levar um adulto à prisão e vemos que uma parcela significativa de presidiários não domina as competências básicas de leitura e escrita, e, esse baixo nível de escolaridade afetou suas vidas e pode ter contribuído para que cometes-sem delitos, por isso, vemos que dos mais de 700 mil presos em todo o país, 8% são analfabetos, 70% não chegaram a concluir o ensino fundamental e 92% não conclu-íram o ensino médio, e, não chega a 1% os que ingressaram ou tenham um diplo-ma do ensino superior, dados também do Infopen.
Portanto, é necessário que o Estado, órgão responsável pelas reformas gerais na sociedade, se mobilize com o intuito de melhorar as condições carcerárias no Brasil, iniciando projetos para a construção de novos presídios, para diminuir a superlotação que atrapalha a parte educacional, e também projetos de educação com a participação de professores, profissionais da educação, para definir se o preso está pronto para ser reajustado à sociedade, assim afastando a realidade dita pelo francês Foucault, dando uma melhor qualidade de vida para os presos.