A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 01/11/2022

O nosso atual sistema sistema prisional é, sem hesitação, uma das mais sérias dívidas sociais que o Estado brasileiro e a sociedade como um todo, tem. O sistema prisional brasileiro há um tempo, deixou de ser um instrumento eficaz de recuperação. Uma fatura aberta pronta para ser cobrada. Uma realidade dura e de impacto profundo e eminitente no cotidiano do nosso país.

O sistema prisional brasileiro reflete a realidade brasileira, social e injusta, e não se trata de ceder ao raciocínio fácil e mediano de que a pobreza e a carência facilitam. Estimulam ou apoiam o crime ou ainda levam até mesmo na violência. Mas trata-se sim somente de constatar que o sistema prisional é uma realidade mais próxima da parte da população carente de sem educação do Brasil. Desde os tempos do império, e que esse simples fato de constatação, por si só, alarma e constrange pela sua dimensão e potencial. Os objetivos de encarceramento ultrapassam as questões de punição, isolamento e detenção. A educação auxilia e permite a obtenção dos objetivos centrais de reabilitação que incidem em resgate social e educação libertadora numa dimensão de autonomia, sustentabilidade e minimização de discriminação social. Percebe-se que, não há nenhuma preocupação pela maior parte dos cidadãos com a ressocialização dos presos, motivo pelo qual esta pesquisa busca demonstrar a possibilidade de mudança de comportamento daquele ser humano que se encontra vulnerável quando fica privado de sua liberdade e no momento de retorno à sociedade, construindo alguns projetos de políticas públicas, em específico na área da educação, os quais buscam formas de reduzir a taxa de reincidência e conseqüentemente à prevenção da criminalidade dentro e fora do cárcere. A sociedade afligida pelo medo protesta pelo afastamento dos autores da violência do convívio social. Entretanto o que acontece é que as pessoas desejam o encarceramento desses indivíduos, mas esquecem que depois do cumprimento da pena por esse indivíduo, ele estará de volta à sociedade. Também é fundamental que não seja esquecida a necessidade de investir em propostas políticas que viabilizem o retorno do egresso à sociedade, visto que as atuais estão um tanto ultrapassadas. Concluímos que a privação da liberdade única exclusivamente não favorece a ressocialização.