A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 02/11/2022
O sistema carcerário no Brasil é composto por falhas que o tornam sucateado e de experiência insalubre. Muitos dos detentos, desde a infância, não tem acesso à condições básicas de vida, como a educação, consequentemente fazendo que o indivíduo seja “encaminhado” para o crime. Diante a isso, existem fatores que tornam o ensino presidial uma utopia, como o baixo investimento não somente nas prisões, inclusive, na educação e a falta de infraestrutura.
Atualmente, a educação no cenário brasileiro passa por uma crise em que não há recursos para uma alfabetização igualitária. Frente a isso, o escasso investimento educacional em escolas se torna abundante quando comparado ao que é repassado para o ensino realizado dentro das penitenciárias, sendo o último extremamente importante para a ressocialização do ser humano na sociedade. Sem ele, a volta para a criminalidade é muito mais provável de acontecer.
Ademais, a infraestrutura dos presídios brasileiros é abalada por conta da má administração e a superlotação de detentos, tornando inacessível a educação nesse meio. A série coreana “Diário de um prisioneiro” retrata o funcionamento de uma penitenciária com um espaço desenvolvimento e propício para a implementação de projetos sociais, incluindo o ensino prisional, podendo servir como espelho para o sistema carcerário no Brasil.
Portanto, após os argumentos apresentados, urge a necessidade da valorização da educação, principalmente a carcerária. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação - responsável pelas políticas educacionais - aja qualificando a educação em todos os ambientes em que ela esteja presente, incluindo as cadeias, por meio de uma nova estruturação das verbas governamentais para assim efetivar o ensino como um dos principais fatores da reintegração do sujeito na sociedade brasileira.