A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 09/07/2023
Segundo a constituição brasileira de 1988, a educação é um direito de todos. Entretanto, grande parte da sociedade brasileira não possui acesso a educação e uma porcentagem desta cota se encontra no sistema carcerário do Brasil. Mas não é por que o indivíduo se encontra preso que o seus direito a educação se perdeu. Entretanto, a dificuldade burocrática e a falta de recursos voltados para a educação de prisioneiros são alguns dos problemas enfrentados.
Segundo Paulo Freire, a educação não transforma o mundo, ela apenas muda as pessoas e são estas que transformam o mundo. Logo, para que o mundo seja diferente, é necessário investir nos indivíduos. De acordo com o IBGE, o Brasil apresenta o terceiro maior contingente penitênciario do mundo, ou seja, mais de 700 mil pessoas… Pessoas em sua maioria sem o ensino fundamental completo, que com a capacitação adequada, podem se apresentar como recurso humano capacitado para auxiliar no desevolvimento do país.
Infelizmente, a falta de recursos é um dos grandes problemas vislumbrados. O último ponto na lista de prioridades fica a educação quando se falta espaço (muitos detentos em espaços reduzidos), alimentação de qualidade, funcionários e material necessário para a manutenção do sistema prisional. Outro ponto, é a dificuldade burocrática no que tange ao desenvolvimento de projetos, envolvendo a liberação de detentos (por falta de segurança), a efetivação de profissionais para o prosseguimento das atividades, bem como a dificuldade em se conseguir os materiais necessários.
Logo, fica evidenciado a importância da educação junto ao sistema prisional brasileiro. Mas para que este contingente populacional seja atingido pelo benefício assegurado na constituição, é preciso que o Estado se faça presente por meio da elaboração de leis e acompanhamento da aplicação das mesmas, bem como o direcionamento de verbas e recursos para a implantação e real desenvolvimento das massas presidiárias. Neste quesito, é importante que a sociedade também colabore, abrindo portas para que os educados oriundos do sistema prisional possam colocar em prática os conhecimentos adquiridos nas empresas e instituições em prol da sociedade.