A importância da família no combate à homofobia
Enviada em 08/09/2025
Na obra cinematográfica, “Sex Education”, a mãe do protagonista é sexóloga e apresenta para o filho as nuances da sexualidade. Fora dos limites do cinema, ao analisar o Brasil, percebe-se que essa realidade tende a acontecer de modo oposto à série, visto que a família — instituição essencial para o acolhimento do filho perante a sexualidade, atualmente resiste a tais escolhas, decorrente de um pensamento arcaico estrutural e do distanciamento na relação parental.
Diante desse cenário, é pertinente afirmar que as ideologias enraizadas nas casas brasileiras, parte de um preconceito histórico, como a premissa da homossexualidade ter sido associada à AIDS, crença na qual perpetuou-se pela década de 1960 e 1970 no Brasil. Acerca disso, é notório que quando um indivíduo se apresenta “gay”, os familiares opõem-se a tal decisão. Logo, urge a necessidade de ressignificar crenças para combater a homofobia.
Além disso, mudanças nas relações familiares são um entrave para o combate à homofobia, aliado ao apoio familiar, uma vez que, como mostrado no livro Manual da Psiquiatria, a afeição parental mudou devido à falta de compreensão e atualização da família quando se diz a respeito dos conflitos internos do indivíduo. Ou seja, já que os familiares não buscam entender as possibilidades dentro da sexualidade, então seus filhos também não se abrirão sobre o mesmo, enfrentando preconceitos como a homofobia sozinhos.
Portanto, fica evidente quão fundamental a família é para o enfrentamento de tais preconceitos. Assim, cabe ao Ministério da Saúde combater o pensamento estrutural por meio de campanhas políticas públicas para familiares em processo de entendimento da homossexualidade, a fim de ressignificar o termo dentro dos lares e, por consequência, melhorar a dinâmica familiar. Desse modo, teremos um Brasil onde a família enfrenta junto a decisão relacionada à orientação sexual.