A importância da família no combate à homofobia
Enviada em 10/03/2025
A Constituição federal Brasileira garante a todos os cidadãos o direito a vida e dignidade. No entanto, esses direitos são feridos diariamente sem punições para quem os desrespeitam. Além disso, alguns crimes, como a homofobia, não são vistos por todos como um ato grave e que merece consequência.
Desde 2019 o Supremo Tribunal Judiciário brasileiro decidiu pela criminalização da homofobia, porém, apesar da decisão, em 2024, o GGB (Grupo Gay da Bahia) publicou que o Brasil foi onde mais gays morreram por mortes violentas no mundo, superando até países com segmento religioso anti-lgbts.
Sabendo disso, observa-se que é absurdamente difícil para alguém da comunidade lgbt+ viver numa sociedade machista e homofóbica como a do Brasil. Por isso, é de extrema importância que essas pessoas tenham, no mínimo, o apoio e a compreensão dos pais e familiares, para que possam se sentir seguros respeitados e amados com alguém.
No filme “Minha mãe é uma peça” o personagem “Juliano” é confrontado por sua mãe sobre sua orientação sexual. Quando o rapaz confirma ser homossexual, a mãe leva um tempo até se sentir confortável com a notícia. O desconforto não foi por preconceito ou fatores religiosos. A trama, baseada em histórias reais, deixa claro que a angústia da mãe foi pelo medo do filho sofrer por ser quem é. Fica nítido que o apoio da mãe foi um fator crucial para o Juliano finamente se aceitar e viver bem.
Assim como o Juliano, muitos jovens mantém sua vida em segredo dos pais, por medo, vergonha e receio, ficando vulneráveis e escondidos perante a visão alheia. Os pais, muitas vezes sabem, mas preferem fingir que não para não terem que lidar com a situação, deixando seus filhos sozinhos contra o mundo.
Realidades assim podem ser mudadas através da arte, com a visibilidade de um filme como “minha mae é uma peça”, que trás uma temática tão sensível e importante que tocou inúmeras famílias brasileiras; por líderes religiosos se fossem proibidos de pregarem contra pessoas da comunidade e pelas autoridades brasileiras, que deveriam fazer seu trabalho corretamente e punir qualquer pessoa que violentasse física ou verbalmente pessoas lgbt+ por mero preconceito.