A importância da família no combate à homofobia
Enviada em 15/03/2025
Na série de filmes brasileira “Minha Mãe É uma Peça”, a protagnoista Hermínia passa por um processo de aceitação da homossexualidade de seu filho, Juliano, tornando a celebrar a orientação sexual deste e sua união homoafetiva ao final da franquia. No entanto, diferentemente da produção, impera no Brasil o preconceito acerca do tópico, de forma que não apenas o apoio familiar se torna raro, mas sua importância no combate à homomfobia é minimizada em função do estigma his-tórico no país, o que acarreta na dificuldade de indivíduos LGBT em se relacionar.
Inicialmente, nota-se o papel da herança homofóbica no Brasil como agravante.
Sob esse viés, a homofobia se faz presente desde o Período Colonial, no qual os colonizadores, para exercer maior controle social sobre os escravizados africanos e indígenas, reprimiam violentamente quaisquer manifestações que desviassem da norma heteronormativa. Consequentemente, tal estigma foi internalizado pela sociedade brasileira ao longo dos séculos, de forma que, atualmente, a instituição familiar menospreza seus impactos e, portanto, não se posiciona contra essa visão. Desse modo, responsáveis evitam discutir o assunto com seus filhos e desamparam os mesmo diante da homossexualidade. Assim, são necessários esforços em remediação ao preconceito histórico.
Ademais, é licito apontar os entraves nas relações interpessoais de pessoas “queer” como consequência da questão. Nesse sentido, na ausência do combate à homofobia pela família e, consequentemente, carência de valores inclusivos, indivíduos LGBT internalizam estigmas impulsionados pela sociedade, como a noção de que uniões heterossexuais são superiores — e, portanto, os únicos casais românticos legítimos —, por exemplo, e de que gays não constituem um núcleo familiar válido. Nessa dinâmica, têm sua autoestima minada, acreditando muitas vezes que não são dignos de amor, frequentemente fugindo a relações amorosas por medo de reecnontrarem a rejeição que já sofrem. Assim, torna-se urgente aagir em cima dessa problemática para para amparar essa seção da sociedade.
Portanto, é necessário que a escola — por ser não apenas instituição responsável pela formação acadêmica, como cidadã — promova a conscientização dos estudantes e suas familídas por meio de palestras educativas acerca do tema