A importância da família no combate à homofobia
Enviada em 08/04/2025
Como dizia o poeta Caio Fernando Abreu, " O amor que silencia diante da injustiça não é amor “. Essa reflexão expõe a contradição de muitos lares que, embora afetivos falham em combater a homofobia contra seus próprios membros. Reverter essa lógica demanda conscientização e ação prática.
Segundo dados, de disque 100: 60% das denúncias de violência contra LGBTQIA+ em 2023 partiram de vítimas agredidas por parentes. Segundo a psicóloga Jaqueline Gomes, geram “feridas emocionais profundas”. Felizmente, a mesma instituição que pode ferir também tem poder de curar, quando as famílias assumem o papel de aliadas.
Desse modo, se a negligência familiar alimenta o problema, sua atuação propositiva pode ser a solução.
Junto a isso, quando os lares decidem romper com padrões opressivos, torna-se poderosos agentes de mudança.
Portanto, para reverter esse cenário MEC deve implementar, nas aulas de Sociologia e Biologia de Ensino Médio, módulos sobre diversidade sexual e afetiva, com capacitação obrigatória para professores em parceria com universidades públicas. Também, criar centros de acolhimento em todas as capitais brasileiras (via verbas do SUS), com psicólogos especializados em mediação familiar e grupos de apoio para pais e jovens LGBTQIA +.
Dessa forma, transformar as famílias em ambientes de acolhimento, reduzir os índices de violência doméstica contra LGBTQIA + e romper o ciclo de preconceito.