A importância da família no combate à homofobia

Enviada em 23/03/2025

Segundo a escritora Hannah Arendt, indivíduos comuns tendem a ter comportamento maligno, sem ao menos refletir, apenas por serem orientados a fazê-lo. Em contraposição, a influência familiar interfere diretamente na formação do caráter respeitoso em relação às pessoas homoafetivas. Sob esta perspectiva, é importante mencionar a importância do alicerce familiar no combate à intolerância e de que forma o Estado deve colaborar para reduzir os casos de homofobia.

Inicialmente, o primeiro contato do ser humano é com a sua família, portanto é basilar para a construção de valores, como respeitar àqueles que possuem identidade homoafetiva. Consoante a isso, o reflexo do comportamento homofóbico, dentro do ambiente familiar, fomenta a replicação de novos atos de discriminação, nos demais espaços sociais. Sendo assim, as pronúncias depreciativas, contra quem possui uma orientação sexual homoafetiva, como “bixinha”, “baitola”, maculam a dignidade dessas pessoas no contexto social. Neste sentido, atitudes de inclusão às diversidades são fundamentais para a construção da empatia e precisam ser tratadas em família.

É válido também mencionar que o Estado é fruto do contrato social, portanto, deve manifestar os anseios sociais e a justiça. Entretanto, ataques homofóbicos são uma anomia social que ainda precisa ser combatida. Seguindo esta linha, de acordo com o artigo 3, inciso IV, da Constituição Federal de 1988, um dos objetivos da República Federativa do Brasil é promover o bem de todos sem quaisquer tipos de preconceito ou forma de discriminação. Baseando-se nisso, o Estado deve garantir o combate das vulnerabilidades sociais, em especial a homofobia que é uma forma de injúria ao qual macula a dignidade de muitas pessoas.

Em suma, famílias precisam ser incentivadas a tratar do combate à homofobia entre seus membros. Para isso, é preciso que haja uma campanha do governo federal para levar aos lares, seja por propagandas televisionadas ou pelas redes sociais, informações sobre a importância do papel da família em tratar desta matéria com as crianças e adolescente. A fim de formar seres humanos mais tolerantes e respeitosos em relação à pessoas homoafetivas. Desta forma, este debate formará adultos mais consciente.