A importância da família no combate à homofobia

Enviada em 04/04/2025

Na crônica ‘‘Eu sei, mas não devia’’, de Marina Colasanti, aborda a banalização dos reveses sociais pela coletividade. Além do enredo, a obra ecoa na realidade brasileira, uma vez que a falta de apoio familiar contra a homofobia é frequentemente ignorada. Assim, é essencial adotar ações para combater esse revés, fruto da ineficiência estatal e do patriarcalismo do tecido civil.

A princípio, é notória a inoperância governamental como propulsora desse cenário. Segundo, Nicolau Maquiavel, no livro ‘‘O Príncipe’’, os governantes devem priorizar o bem universal, todavia o poder público contraria o autor ao não desenvolver campanhas eficientes de incentivo ao acolhimento de familiares homossexuais, em razão do tema ainda ser considerado um tabu na estrutura social, podendo não ter boa receptividade por parte da população conservadora. Em face disso, torna-se inadmissível que a postura improfícua do Estado não forneça o suporte necessário para tornar a sociedade mais tolerante em relação as minorias sexuais, visto que isso agrava a exclusão e invisiibilidade desse grupo civil em diversas esferas, como no mercado de trabalho.

Ademais, o patriarcalismo determina que a figura masculina deve ser heteronormativa. Nessa lógica, a obra ‘‘Ensaio sobre a Cegueira’’, de José Saramago, retrata uma sociedade moralmente cega definida pelo egoísmo e pela apatia social. Paralelamente, nota-se a indeferença de alguns chefes de familias em relação aos filhos assumidos homossexuais, de modo a reproduzir formas de tratamento homofóbico, como piadas e ridicularizações, ao invés de acolhê-los e auxilia-los a supeprar essa realidade. Diante disso, é incontestável a urgência na criação de medidas que amparem os individuos hostilizados por parentes e expulsos do próprio lar em virtude da sua orientação sexual.

Dessarte, alternativas são fulcrais para combater esse quadro. Logo, cabe ao Ministério da Familia e Desenvolvimento Social, promotor da isonomia, garantir maior participação de familiares contra a homofobia, por meio de campanhas nas mídias oficiais e comunidades, além da construção de centros de acolhimento ao grupo LGBTQIA+ em todas unidades federativas, a fim de que haja suporte estatal e empatia socia. Assim, essa questão deixará de ser banalizada no Brasil.