A importância da família no combate à homofobia
Enviada em 09/04/2025
Na obra ‘‘Eu sei, mas não devia’’, de Marina Colasanti, aborda a forma como a sociedade tende a minimizar injustiças sociais. Isso se reflete na normalização da falta de apoio familiar contra a homofobia. Assim, é essencial adotar ações para combater esse revés, fruto da ineficiência estatal e do patriarcalismo estrutural.
A princípio, é notória a inoperância governamental como propulsora desse cenário. De acordo com Nicolau Maquiavel, no livro ‘‘O Príncipe’’, os governantes devem priorizar o bem universal. Todavia, o poder público contraria o autor ao não desenvolver campanhas que incentivem os pais a acolherem os filhos homoafetivos e se unirem na luta contra a discriminação sexual, contudo, para isso, é necessário romper o preconceito do corpo civil que faz com que o tema ainda seja considerado tabu no Brasil. Em face disso, torna-se inadmissível que a postura improfícua do Estado não forneça o devido suporte para tornar as famílias e a comunidade cívica mais tolerantes , uma vez que esse grupo civil já sofre com a invisibilidade e exclusão social.
Ademais, o patriarcalismo perpetua a homofobia como uma mazela pública. Nessa lógica, a obra ‘‘Ensaio sobre a Cegueira’’, de José Saramago, retrata uma sociedade moralmente cega, definida pelo egoísmo e pela apatia social. Paralelamente, nota-se a indiferença parental em relação aos filhos assumidos homossexuais, visto que a estrutura social patriarcal define que tanto a figura masculina quanto a feminina devem ser heteronomativas, o que contribui para a ausência de apoio familiar devido ao preconceito. Diante disso, é incontestável a urgência na criação de medidas que amparem indivíduos hostilizados, expulsos ou deserdado pelos parentes em virtude de sua orientação sexual.
Dessarte, alternativas são fulcrais para combater esse quadro. Logo, cabe ao Ministério da Família e Desenvolvimento Social, promotor da isonomia, garantir maior participação de familiares contra a homofobia, por meio de palestras nas comunidades e campanhas na mídia oficial, além da construção de centros de acolhimento às minoriais sexuais em todas as unidades federativas, a fim de haja apoio estatal e empatia civil. Assim, a justiça social refente à comunidade homoafetiva deixará de ser utopia para se tornar realidade.