A importância da família no combate à homofobia
Enviada em 09/10/2026
No filme Moonlight, que encontra-se na plataforma Netflix, o protagonista Chiron, um homem negro que nasceu na periferia, tem sua sexualidade reprimida por conta da pressão sociocultural dentro de sua comunidade. Contudo, para que tal realidade não se repita, a importância da família no combate à homofobia deve ser um assunto pertinente na sociedade brasileira. Logo, é necessário analisar o preconceito enraizado na sociedade e a alienação entre orientação sexual e a formação familiar.
Em primeiro plano, vale citar a série “Boots”, também disponível no streaming Netflix, em que o protagonista, por ser um jovem militar homossexual, sofria de ataques verbais e físicos de seus colegas em um ambiente culturalmente preconceituoso como o exército norte-americano. Analogamente, na realidade brasileira, a cultura da homofobia vai além do exército, muitas vezes, está dentro das casas de pessoas LGBTQIAPN+, que torna-se algo nocivo, contribuindo para a disseminação do ódio e a não aceitação da própria família.
Ademais, cabe ressaltar a Alegoria da Caverna, de Platão, em que indivíduos acorrentados tomam sombras projetadas em paredes como a única verdade, alienando-se do mundo real. De maneira semelhante, a cultura heteronormativa imposta pelo patriarcado, evidencia-se como o exemplo perfeito para a alegoria, visto que, quando uma família não é constituída por um homem e uma mulher, ocorre um julgamento, mesmo que de forma inconsciente. Diante desses fatos, fica evidente a importância da família em não passar esse pensamento retrógrado para as próximas gerações.
Portanto, pode-se inferir que a importância da família no combate à homofobia é um tema relevante que carece de soluções. Sendo assim, cabe ao governo federal, junto ao Ministério da Educação, trabalhar nas escolas o respeito coletivo desde cedo, no intuito de quebrar a corrente do preconceito geracional enraizado na sociedade. Além disso, cabe novamente ao Ministério da Educação, aliado ao Ministério das Comunicações, acabar com a ideia da heterotransnormatividade, por meio de campanhas publicitárias nas redes sociais, a fim de atingir as famílias preconceituosas e proteger os integrantes LGBTQIAPN+.