A importância da família no combate à homofobia
Enviada em 31/05/2025
Segundo a jurista brasileira Maria Berenice: “Homofobia é o ato ou manifestação de ódio ou rejeição a homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais”. Além disso, a imposição cultural da sexualidade heteronormativa e o desencolhimento de homossexuais por familiares leva à distúrbios psicológicos e contribui para o aumento da homofobia. Logo, faz-se necessário averiguar os fatores que favorecem esse quadro.
Nesse viés, segundo o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, ninguém nasce odiando outra pessoa, o ódio ao outro é um comportamento aprendido. Nesse sentido, a coação cultural da heterossexualidade busca moldar a sexualidade do indivíduo, evitando que ele se torne homossexual, essa prática nefasta colabora para o aumento de estigmas e preconceitos relacionados aos grupos LGBTQIA+. Por isso, a família tem um papel fundamental, pois sendo a principal instituição formativa, ela pode desenvolver diálogos sobre sexualidade e presar por valores de amor e respeito aos homossexuais. Por conseguinte, a família é peça fundamental no combate à homofobia.
Outrossim, a rejeição de homossexuais por familiares é uma das principais causas de problemas como depressão, ansiedade e pensamento suicida. Conforme um estudo publicado ABGLT, 20% da população LGBT adulta já tentou suicídio ao longo da vida. Ademais, muitos adolescentes e jovens adultos são expulsos de casa ao revelarem sua orientação sexual ou sofrem agressões físicas e psicológicas. Então, é fundamental conscientizar as famílias sobre a importância do apoio e acolhimento ao grupo LGBTQIA+.
Desse modo, medidas são necessárias para atenuar o quadro atual. Portanto, O Ministério da Educação, órgão responsável por parte da formação cultural do indivíduo, deve promover palestras sobre sexualidade, ministrada para pais e alunos, afim de evidenciar a importância da família no combate à homofobia e eliminar estigmas e preconceitos. Aliás, o Estado deve criar políticas de suporte psicológico para pessoas do grupo LGBTQIA+ e praticar penas mais duras contra o crime de homofobia. Espera-se, com isso, tornar o Brasil referência no combate à homofobia.