A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças

Enviada em 21/10/2019

Na última versão de “O pequeno príncipe”, dirigida por Mark Osborne, retrata a história de uma garotinha que tem a infância toda planejada pela mãe para ser uma adulta de sucesso. Nesse contexto, a genitora-uma contadora muito influente- faz o possível para que as distrações não comprometam o desenvolvimento intelectual da filha. Fora da ficção, a realidade apresentada por Osborne apresenta-se como distópica em comparação com a encontrada nas famílias brasileiras: gradativamente, o cotidiano atarefado do dia a dia aliado a um comodismo demasiado são fatores que juntos corroboram para a ausência de participação na vida educacional das crianças.

De acordo com a Lei 8069 de 1990-que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente-, entre os agentes que devem garantir a efetivação do direito social da educação, está a família. Entretanto, na medida em que se faz análise da pesquisa do Movimento Todos Pela Educação de 2014-a qual revela que dos quase dois mil responsáveis entrevistados somente 12% apresentam o perfil de comprometidos na vida escolar-, observa-se a violação da referida Lei. O que torna cada vez mais banal os precários índices relacionados a educação no país. A princípio, a explicação mais comum está relacionada ao trabalho extenuante, depois, pode até mesmo resultar em uma marginalização do tema-isto é, deixada de lado como digna de pouca atenção.

Junto a isso, de acordo com Habermas, a melhor maneira de resolver um impasse se dá através da razão dialógica. Ou seja, através do debate livre e racional entre os envolvidos. Desse modo, o envolvimento dos genitores não só poderiam impactar o desenvolvimento intelectual, mas também, serviriam para atenuar os índices de bullying, assédios e suicídios entre os estudantes. Que por sua vez, interferem de forma negativa na capacidade cognitiva dos afetados.

Portanto, dada a relevância da participação familiar no desenvolvimento escolar do aluno, é fundamental a atuação das ONGs. Na qual, as de Amparo a criança e adolescentes juntamente com os alunos de Serviço Social e de Psicologia, realizarão visitas mensais as escolas da rede básica com o intuito de conhecer a realidade dos estudantes a fim de, posteriormente, encaminhar para as autoridades casos de pais omissos na vida escolar dos jovens. Uma vez que, se trata de um direito previsto em lei, portanto o mesmo deve ser devidamente assegurado. Assim, gradativamente o Brasil caminha em direção ao desenvolvimento econômico e social. Haja vista que, tais medidas interferem diretamente nas anomias que poderiam retardar o crescimento do país.