A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças
Enviada em 15/06/2020
O historiador israelense Yuval Harari defende o conhecimento como a principal riqueza da nação, isso porque ele possibilita a emancipação individual e o desenvolvimento de um pensamento crítico e reflexivo. Entretanto, o Brasil, infelizmente, enfrenta uma preocupante problemática comprometedora da geração dessa riqueza: a baixa participação dos pais brasileiros na rotina escolar dos filhos, algo que dificulta a difusão do conhecimento. Sendo assim, é de suma importância transformar essa realidade tanto o melhor rendimento dos jovens quanto para a efetivação da Constituição.
Em primeiro lugar, vale frisar que o ambiente escolar deve ser saudável para seus alunos. A esse respeito, o psicólogo Daniel Goleman, em seu livro “O Foco Triplo”, associa um melhor aprendizado em pessoas com bons relacionamentos na escola. Todavia, é possível inferir que isso não é viável se os pais dos estudantes não frequentam a instituição de ensino ou desconhecem os membros do corpo acadêmico e o comportamento de seus filhos nesse espaço. Nesse sentido, os responsáveis precisam sair da inércia, buscar caminhos para criação e manutenção de um vínculo o qual estabeleça uma convergência de princípios entre a família e a escola a fim de propiciar condições confortáveis para um melhor rendimento dos estudantes nas atividades escolares. Logo, essa vinculação harmônica trará benefícios para os pais auxiliarem os filhos de maneira apropriada.
Em segundo lugar, é válido salientar a vida em sociedade baseada em um contrato social, no qual o estado e o homem são dotados de direitos e deveres. À vista disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê, no Artigo 4o, como dever da família de assegurar a efetivação de direitos referentes à educação. Nesse viés, é plausível interpretar que essa garantia só é possível se a família for presente na rotina escolar de seus filhos, uma vez que essa é a única maneira de acompanhar o aprendizado dos menores e solucionar eventuais adversidades que estejam prejudicando a aprendizagem. Assim, é notório que quando os pais não cumprem esse dever eles estão rompendo com o contrato fundamental para convivência coesa em comunidade, por fazerem os direitos assegurados no ECA de letra morta.
Por conseguinte, é essencial elaborar medidas capazes de mudar essa conjuntura. Para isso, o Ministério da Educação deve promover uma campanha a qual incite o engajamento dos pais na educação das crianças e adolescentes, e, consequentemente contribuir para o indivíduo e a sociedade. Isso pode ser feito por meio de peças publicitárias em mídias de amplo acesso, como cartazes virtuais que orientem algumas perguntas relevantes para se fazer aos filhos no cotidiano, além instruir a realização de certas ações, a exemplo da checagem periódica notas e boletins e assiduidade nas reuniões de pais e mestres. O efeito disso será um maior rendimento acadêmico dos jovens.