A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças

Enviada em 20/11/2020

Em um episódio da série “A Grande Família”, a personagem Nenê tenta ensinar à seu genro, Agostinho Carrara, a língua portuguesa e a formação cidadã própria do ambiente escolar. De maneira análoga, o programa demonstra como é essencial o apoio no processo educacional. Dessa forma, a falta de uma ambiente favorável e a influência dos pais na formação do ser são fatores que estão ligados à importância familiar no desenvolvimento educacional das crianças.

Em primeiro plano, pode-se perceber como impasse à consolidação de uma solução o desigual cenário socioeconômico. Nesse sentido, a obra “Quarto de Despejo” retrata um cenário de pobreza, em que necessidades básicas são a prioridade do lar, relegando o conhecimento a segundo plano, pois este está inacessível, seja por problemas financeiros seja por falta de consciência crítica. Desse modo, em um país de 11 milhões de analfabetos, conforme o Ministério da Educação (MEC), não há possibilidade de genitores não instruídos ensinarem os futuros cidadãos e atuais jovens, perpetuando essa grave mazela de desvalorização do incentivo à prática da interpretação textual e formação educacional. Nessa perspectiva, é necessário prioritariamente fornecer condições, para que, seja possível superar o lamentável cenário da falta de oportunidades.

Ademais, a influência parental é um fator fundamental para todo e qualquer processo, benefícios ou malefício. Conforme Talcott Parsons, a família é uma máquina de personalidades humanas, capaz de moldar costumes que serão mantidos até a vida adulta. Outrossim, a atitude dos genitores perante à educação determina a postura do jovem, pois o primeiro núcleo de convívio exerce uma intensa interferência no comportamento juvenil e aqueles que recebem motivação para aprender repetem esse incentivo com os outros que compõem o corpo social. Destarte, a parentela, primeiro núcleo de convívio social, precisa agir como modelo para as futuras gerações.

Portanto, é necessário que o Ministério dos Direitos Humanos e o MEC ajam em parceria e criem eventos e palestras, além de ampliar as preexistentes, por meio de uma divulgação nas redes sociais e nas instituições públicas para aumentar o conhecimento a respeito do tema, em que será possível participar de leituras coletivas que incentivem o hábito do estudo com o apoio de psicólogos, professores e familiares. Feito isso, será possível ampliar as possibilidades destinadas aos brasileiros e criar uma nova estrutura de ensino, para, assim, verdadeiramente promover benefícios aos pais e alunos.