A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças

Enviada em 24/05/2021

O conceito de família abrange diversas formas de organização fundamentadas na relação afetiva entre seus membros. É nela que o indivíduo tem o primeiro contato com o que denomina-se “instituições sociais”, mecanismos encontrados na sociedade para repassar valores. Desse modo, desempenha papel fundamental no desenvolvimento educacional da criança, já que dela partem os sujeitos sociais que irão manter, ou mudar, a si próprios e a realidade onde estão inseridos.

Presentemente, observa-se muita dificuldade dos pais em transmitir valores éticos e morais essenciais para o convívio dos filhos em sociedade, o que traz consequências desastrosas para o núcleo social. Segundo a fala de Pitágoras, filósofo, matemático e astrônomo grego, “educai as crianças e não será preciso punir os homens.” Esse fato pode ser observado pela quantidade de adolescentes presos diariamente no Brasil, uma vez que estes são menores de idade que, em sua maioria, possuem pais ausentes, ou são pertencentes a uma família desestruturada, onde não há incentivo para ir à escola, por exemplo, e caem em mãos erradas e desorientam-se.

Neste contexto pandêmico em que as aulas passaram a ocorrer de forma online e não presencial, o papel dos familiares na educação dos menores dobrou de tamanho, visto que a obrigação de ensinar conteúdos deixou de ser apenas dos professores e passou a ter uma carga muito maior sobre os pais. De acordo pesquisa realizada pelo Datafolha com 1.021 pais ou responsáveis de alunos de escolas públicas municipais e estaduais, com idade entre 6 e 18 anos, houve um grande aumento da participação das famílias na educação dos filhos e reconhecimento do papel do professor em sala de aula.

Em síntese, pode-se afirmar que o núcleo familiar tem valor imensurável no desenvolvimento educacional das crianças. É necessário que os órgãos competentes, como o Executivo Estadual de cada estado, invista na capacitação de profissionais educadores que orientem a família, caso haja necessidade, a mudar a postura frente a seus filhos, assim como a escola também deve buscar alternativas que controlem a frequência de seus alunos a fim de observar e intervir, juntamente à família, se os mesmos não estiverem no ambiente escolar, pondo em vista que estando na escola, diminuem-se os riscos às tribulações das ruas.