A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças
Enviada em 06/07/2021
A Constituição Federal de 1988, jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a importância da família no desenvolvimento educacional das crianças, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de órgãos governamentais, para combater o desrespeito. Nesse sentido, crianças e adolescentes vivem à margem das mais básicas políticas, como educação, saúde, lazer, cultura, e segurança. O desrespeito começa justamente na falta de vontade política dos dirigentes do país, muitas vezes, pode se identificar, nas leis orçamentárias, rubricas para a área da infância e juventude, nem sempre tais recursos públicos são realmente utilizados no decorrer do ano para a boletins informativos prevista. Essa conjuntura, segundo as ideias de John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente não país.
Ademais, é fundamental apontar a questão do reflexo familiar aos filhos corrobora em lamentáveis condutas de estudantes nas escolas. Nessa perspectiva, quando Émile Durkheim afirma que o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, ratifica que a partir do momento em que uma criança vive em uma família que rejeita-a e difunde comportamento agressivo no lazer, ou em desenvolvimento tende a adotar essas práticas na vivência em grupo. Desse modo, o desempenho dessa classe nas instituições de ensino é reduzido drasticamente, além disso eleva-se o risco, muito comum, deles se aproximarem do tráfico de drogas para alcançar um objetivo de vida. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso, é imprescindível que o Executivo Federal e como escolas invistam no setor de pedagogia recorrendo à capacitação de professores, um fim de orientar a família a mudar sua postura frente aos seus filhos. Além disso, o Programa Brasil junto com as emissoras de rádio ampliem o aumento da escolarização básica para jovens e adultos por meio de campanhas de divulgação do sistema em intervalos de propagandas e comerciais a fim de promover o acesso ao ensino. Assim, se consolidará uma sociedade mais humana, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.